
Endometriose: conheça os tipos da doença
Conhecida como uma das principais causas de infertilidade feminina (atinge de 30% a 50% das mulheres em período fértil), a endometriose pode se manifestar de diversas formas.
Existem dois principais critérios de classificação para endometriose. O primeiro deles é a classificação de acordo com a localização, quantidade e profundidade das lesões, comprometimento dos órgãos, presença e número de endometriomas ovarianos, nos seguintes estágios de desenvolvimento:
Estágio I (mínima): os tecido ectópicos são isolados e ainda não provocaram a formação de aderências significativas;
Estágio II (leve): os tecidos são superficiais, com menos de 5 cm, da mesma forma que não foram formadas aderências significativas;
Estágio III (moderada): já se formaram múltiplos tecidos, além de aderências nas tubas uterinas ou ovários e presença de endometriomas;
Estágio IV (grave): há múltiplos tecidos superficiais e profundos, aderências densas e firmes.
Já a classificação por fatores morfológicos considera três tipos de endometriose:
Superficial peritoneal: quando os tecidos semelhante ao endométrio se restringem ao peritônio e têm até 5 mm de profundidade;
Ovariana: caracterizada pela formação de cistos escuros nos ovários, os chamados endometriomas;
Infiltrativa profunda: na qual existem tecidos profundos (com mais de 5 mm). Essas lesões podem afetar órgãos da cavidade abdominal, como bexiga, ureteres e intestino.
Uma vez que a endometriose possui diferentes estágios de desenvolvimento, o tratamento também é variado.
Sendo assim, é importante frisar que o tipo de tratamento a ser escolhido dependerá da idade da mulher, da gravidade da doença, dos sintomas apresentados e do interesse da mulher em tentar engravidar futuramente.